Um filme satânico

Por Douglas Lobo

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Por ocasião da estreia de “A Bruxa” (The Witch, EUA, 2016), o Templo de Satã, maior organização satanista do mundo, promoveu nos Estados Unidos sessões com o filme. Um dos líderes da associação chegou a classificá-lo como “uma experiência satânica transformadora”.

Esse entusiasmo não é de surpreender.

Na superfície, “A Bruxa” parece uma crítica à repressão religiosa. Essa aliás a leitura de seus admiradores, que viram no drama da família calvinista da Nova Inglaterra um microcosmo da dominação patriarcal com base na religião, semelhante ao dos cultos e das seitas protestantes de hoje em dia.

Não faltam elementos que endossam essa interpretação. O ambiente familiar retratado é de obediência cega à religião, e de submissão completa dos filhos aos pais. A bruxa é um rumor, uma suspeita, em torno da qual as regras se impõem com força ainda maior aos subordinados, numa metáfora de como as religiões podem usar o temor de Satanás com pretexto para aumentar seu poder.

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Seguisse nessa linha, o diretor e roteirista Robert Eggers teria criado um filme interessante, no estilo de “A Vila” (2004), de M. Night Shyamalan. Bebendo da tradição fantasmagórica da Nova Inglaterra (Hawthorne, Poe), “A Bruxa” é um terror para adultos, com uma sofisticação pouco comum no gênero. Os diálogos têm um quê de autenticidade, já que reproduzem trechos da tradição oral daquela região dos Estados Unidos, naquele período histórico.

Porém, a diversão acaba quando o filme se aproxima do fim. Aí percebemos, por meio de um twist, sua verdadeira, chocante tese: se não há garantia de salvação em servir a Deus e a suas inúmeras regras, por que não servir ao Satanás, que nos libera a diversão?

Eggers parece defender que o satanismo é o extremo lógico do fundamentalismo religioso.

É um ponto, aliás bem ilustrado no filme. Porém, na vida nossa de cada dia, há entre a conexão lógica dos fatos algo chamado mundo real. Nele, as decisões têm consequências, inclusive morais. Ao entregar-se à suposta leveza e descompromisso do culto a Satanás, abandonando a disciplina religiosa, a protagonista não o faz levada por nenhum extremo lógico irresistível: ela escolhe, consciente, deliberadamente aquele caminho – o mais fácil.

De fato, ela sequer é coagida. Há um contrato, a qual ela pode assinar ou não. Mesmo que se dê um desconto aos incidentes traumáticos que ocorrem no último terço do filme, e que podem ter levado a desesperada garota a buscar alguma outra família, mesmo uma satânica – mesmo assim, continua sendo uma decisão dela.

O entusiasmo do diretor com essa escolha é tão ingênuo quanto perigoso. Eggers celebra a fraqueza de sua protagonista como se fosse um mérito. Ele acredita mesmo que o mergulho dela no satanismo é apenas uma consequência lógica da repressão religiosa, e não uma decisão moral e autônoma de um indivíduo?

Talvez acredite.

Seja como for, algo é certo: o Templo de Satã tem todos os motivos para apreciar “A Bruxa”. É, no fim das contas, um filme satânico.

 

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A Cautionary Tale

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“Wired” is a cautionary tale about the risk of drugs. Belushi was trapped in a wire of drug dealers and supppliers which was supported by the celebrities he lived around with. His death was a expected tragedy.

Woodward tell Belushi´s life as he was a fictional character, whose conflicts increase little by little. The style is fast, but more intense and detailed in the end. Belushi and other celebrities, like Dan Aykroyd and Steven Spielberg, are described so vivid that we can actually see them on the pages.

Amazing book.

Be Aware of the Vampires

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Salem’s Lot tells how an small town in America is slowly infested by vampires. Just a group of few people – Ben Mears, the protagonist, between them – know the truth and must fight to save the town.

The books is a retelling of “Dracula”, whose structure follows closely. On the other hand, King mixes ghotic style with elements of small town literature, detailing the lives of Salem’s Lot, especially its secrets.

I confess I was disappointed with the ending. The book creates the tension gradualy, so that we expect a knock-out in the end and that doesn’t happen.

I thought characters a little simplist, but, contrary to others, I don’t think King is good at creating characters. They always remember me cartoon characters. By the way, the best in the books are the vampires, just because they don’t have nuances – they are just pure evil.

I enjoyed the plot and the style. No description at the book is just a description: there is always a point of view, explicit or don’t, about what’s being showed. Dialogs are great, especially those by head of the vampires.

I recommend.